quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Caravaneiros



Viajar em grupo é sempre mais especial. Tem aquele ar de risos, de brincadeiras, palhaçadas. A viagem se torna mais leve, mais aturável. E se tiver música? Cantoria, gritos, até mesmo aqueles que são desafinados - tudo isso faz a diferença. Como de praxe, há a resenha, os tapas, a farinha láctea jogada no cabelo e (- ISSO É FALTA DE RESPEITO, CAROL!) as briguinhas e confusões. Dormir não é permitido, quase fora de lei. Quem o faz, já sabe: é pasta de dente, é água no rosto, sofrimento total. E mesmo assim, tem sempre aquele momento em que ninguém se aguenta em pé, que todo mundo repentinamente dorme: nesse momento é descoberto quem ronca e quem não ronca, motivo de toda a brincadeira recomeçar (- Menino, você é quase uma britadeira!; - Claro que não, eu não ronco não mofiu, oxe!). Fotos, iPhone/iPad/iPod, compartilhamento de Doritos, constrangimentos no banheiro (Pra que aquela bendita feijoada foi servida no almoço, pelo amor de Deus?). As vezes faz um frio danado, pessoas pulam de poltrona em poltrona, até mesmo 5 pessoas ocupam o espaço de duas cadeiras. E essas viagens podem acabar aproximando uns aos outros, não é? A amizade fortalece, quem não se falava descobre que "aquela menina nem era tão chata quanto eu imaginava". Por vezes, a proximidade é tanta que um romance pode acabar surgindo (Mas isso eu deixo a cachoeira falar por mim...). Infelizmente, alguns imprevistos acontecem (sempre acontecem) e um vazio surge, ocupado anteriormente por aquela pessoa que teve que partir mais cedo...



A chegada ao destino só é sinônimo de mais diversão. Independente de varandas ou quaisquer outras confusões, o laço continua ali, firme, forte e entrelaçado, criando uma defesa e proteção inconsciente. Pode chegar até a virar um nó, daqueles bem difícil de tirar. Os dias são divertidos, mas as noites são ainda melhores - a festa, o piquenique, o duelo de MC's. Ir embora nunca é fácil. O tempo parece passar tão rápido e, mesmo assim, a viagem de volta ainda dá muito o que falar. Principalmente se o lanchinho da parada for caríssimo, hein. Daí, na volta, tem toda aquela lembrança do que se passou na viagem, as fotos são vistas, os momentos relembrados (DELÍÍÍÍCIA!), as comidas que sobraram são devoradas. Há aquele sentimento de volta, de que todo o momento de diversão acabou, já passou... Mas ah, viajar em grupo... Viajar em grupo é SEMPRE mais especial.

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