Nessa resenha, falarei sobre o livro “Belo desastre”,
escrito pela bonita Jamie McGuire.
Vou começar dizendo o quão decepcionada fiquei ao ler Belo
Desastre. A escrita não é ruim; Jamie sabe conduzir uma história, descrevendo
com precisão momentos onde há grande tensão. Mas a idéia da história, em si, me
deixou desapontada. Provavelmente, minha decepção maior foi por conta da minha
grande expectativa: muitas pessoas me recomendaram e falaram muito bem, por
isso, eu esperava bem mais do que eu li. Uma amiga minha, inclusive, me disse
que era um “livro de menininha”, mas que ela tinha amado; por “livro de
menininha”, subentendi que se tratava de um romance. E não é como se Belo
Desastre não fosse um romance... Eu só não esperava que fosse tão clichê.
Acho que clichê é a palavra certa para descrever o livro, na
minha opinião. Num resumo, a história fala sobre o romance entre uma garota –
Abby – que está na universidade com o intuito de “reconstruir” e esquecer seu
passado e um garoto – Travis - que é aquele típico personagem masculino:
desejado, misterioso, pegador, musculoso, insensível, que não se apaixona por
ninguém e sarcástico. Surpreendentemente, Travis fica a fim da Abby (Não me
diga!!!), muito apesar dele não se apaixonar por ninguém, veja bem que
ironia... E a Abby, inicialmente, só deseja amizade com ele, pois sabe de sua
fama e não quer nada que a leve pro seu passado.
E que passado decepcionante... Eu esperava bem mais desse
mistério de “qual será o passado da Abby?”, mas não darei spoilers. Só não é
nada TÃO surpreendente.
Alguns personagens se salvam. Gostei bastante da America,
apesar do leitor não conseguir saber bastante sobre ela, só o modo como ela é a
melhor amiga pra todas as horas. O Finch também me agradou bastante, assim como
o Shepley. E tenho um carinho enorme pela família do Travis, achei essa parte
do livro bem leve e engraçadinha...
Mas o que mais me agoniza são os próprios Abby e Travis. Ao
longo da relação deles, Travis se torna ciumento, obsessivo, paranóico,
extremamente exagerado em seus ciúmes e agressivo. A desculpa pra isso é por
ele nunca ter amado ninguém quanto ama Abby, logo, não sabe como agir num
relacionamento. E o que me dá raiva na Abby é que ela tem uns momentos onde
consegue raciocinar direito, enxergando o óbvio, mas parece esquecer com a
mesma rapidez. Também me deixa angustiada como a Abby tem a mania de fugir sem
dar aviso, achando que isso vai resolver alguma coisa. O relacionamento dos
dois, aliás, parece ter a necessidade de ser movido por apostas... O que achei,
admito, criativo e bonitinho, apesar de na vida real isso ser desnecessário.
O Travis, então, é aquele personagem masculino clichê de
histórias adolescentes... É o típico herói, que aparece pra salvar a mocinha
quando ela mais precisa. É, também, um tanto obsessivo ciumento, apesar de ser
bem romântico.
Ah! Antes que eu me esqueça: achei algumas semelhanças com
esse livro e Crepúsculo/50 tons de cinza. Veja bem: Em crepúsculo, Edward (que é
frio e blábláblá) se apaixona por Bella e está sempre tentando protege-la. O
mesmo ocorre em Belo
Desastre.
Quanto a semelhança com 50 tons de cinza: Abby é virgem,
apesar de já ter estado num relacionamento de 4 anos (?!?!) antes de namorar o
Travis, assim como acontece em 50 tons de cinza com a personagem principal que
eu esqueci o nome. Também há a semelhança da super proteção e do fato do personagem
masculino ser frio e insensível e acabar se apaixonando pela personagem
principal; e isso acontece nos 3 livros (Belo Desastre, Crepúsculo e 50 tons de
cinza).
No livro, há muito a enrolação do “vai e volta”, o
relacionamento de Abby e Travis é instável e eles estão sempre indo e voltando;
essa enrolação me causou uma grande agonia. O livro, em si, lá pra metade, já
tava me dando nos nervos. Muita enrolação, muita demora pra algo acontecer, e
quando acontecia, era algo meio... Previsível.
É, foi isso que eu achei de Belo Desastre: um livro clichê,
previsível e com aquele romance pra adolescentes. Não é ruim, como já disse, a
escrita é boa, tem umas tiradas bacanas, mas não é nada "woooooow!".
Recomendo pra meninas adolescentes que gostam desse tipo de
romancezinho. :)
Olá Clarissa Muller, boa tarde.
ResponderExcluirCom certeza você não lembrará de mim, afinal, somos de gerações infinitamente diferentes, e nem por isso fomos impedidas de interagir na mesma vibe, concorda comigo? Sou na verdade, amiga de tua mãe, Clea Muller e confesso: Estou aqui emocionada e orgulhosa por ela. Imagino o que sente uma mãe feito a sua, ver que sua "princesinha" que cresceu e mais, DESABROCHOU" nessas páginas e em rede nacional. Parabéns!! As congratulações vão também para a fotógrafa, tua irmã, Clara Muller, que o mundo acaba de conhecer pelo talento expostos nas tuas imagens. Enfim, parabéns também pela coragem de desnudar-se da timidez e postar estas belas fotos. Não pense que "pulei" para elas, ao contrário, li seus textos e deslumbrei-me com tuas palavras, visto que, certas escritas, esperamos ler de pessoas maduras na idade cronológica. Aconteceu contigo, uma menininha meiga, no auge da juventude e já cheia de responsabilidades e preocupação. Bom início!! Desejo, minha flor, que tuas sementes germinem de uma tal maneira, que, nunca mais iremos ouvir falar que a FAUNA e a FLORA do nosso globo estará em risco, por conta desse tal "Aquecimento Global"....Acabas de plantar uma bela árvore!! Um xero....Zilda Teles
Boa noite, Zilda. Obrigada por ter lido o blog e ainda ter deixado esse comentário tão amável. Acho que vou transbordar de felicidade, hahaha.
ExcluirNão lembro claramente de ti, não posso negar, mas graças a minha mãe e ao [maravilhoso] Facebook, estava sempre atualizada e vendo o seu nome em linhas de tempo e etc. Hahahah.
Agradeço mesmo pelos elogios. Como eu já antes disse, incentivo nunca é demais - e eu o valorizo muito. Não me esquecerei. (Ainda mais dessa forma tão linda, toda metafórica, envolvendo árvores! Apaixonei hahaha)
Agradeço também por minha irmã. É importante saber valorizar todas as artes, e você - de fato - o fez. <3
Por favor, você está mais do que convidada a sempre voltar a deslumbrar de minhas palavras. =) E mais uma vez, obrigada!