quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

resenha: Belo Desastre

   Nessa resenha, falarei sobre o livro “Belo desastre”, escrito pela bonita Jamie McGuire.
   Vou começar dizendo o quão decepcionada fiquei ao ler Belo Desastre. A escrita não é ruim; Jamie sabe conduzir uma história, descrevendo com precisão momentos onde há grande tensão. Mas a idéia da história, em si, me deixou desapontada. Provavelmente, minha decepção maior foi por conta da minha grande expectativa: muitas pessoas me recomendaram e falaram muito bem, por isso, eu esperava bem mais do que eu li. Uma amiga minha, inclusive, me disse que era um “livro de menininha”, mas que ela tinha amado; por “livro de menininha”, subentendi que se tratava de um romance. E não é como se Belo Desastre não fosse um romance... Eu só não esperava que fosse tão clichê.
   Acho que clichê é a palavra certa para descrever o livro, na minha opinião. Num resumo, a história fala sobre o romance entre uma garota – Abby – que está na universidade com o intuito de “reconstruir” e esquecer seu passado e um garoto – Travis - que é aquele típico personagem masculino: desejado, misterioso, pegador, musculoso, insensível, que não se apaixona por ninguém e sarcástico. Surpreendentemente, Travis fica a fim da Abby (Não me diga!!!), muito apesar dele não se apaixonar por ninguém, veja bem que ironia... E a Abby, inicialmente, só deseja amizade com ele, pois sabe de sua fama e não quer nada que a leve pro seu passado.
   E que passado decepcionante... Eu esperava bem mais desse mistério de “qual será o passado da Abby?”, mas não darei spoilers. Só não é nada TÃO surpreendente.



   Alguns personagens se salvam. Gostei bastante da America, apesar do leitor não conseguir saber bastante sobre ela, só o modo como ela é a melhor amiga pra todas as horas. O Finch também me agradou bastante, assim como o Shepley. E tenho um carinho enorme pela família do Travis, achei essa parte do livro bem leve e engraçadinha...
   Mas o que mais me agoniza são os próprios Abby e Travis. Ao longo da relação deles, Travis se torna ciumento, obsessivo, paranóico, extremamente exagerado em seus ciúmes e agressivo. A desculpa pra isso é por ele nunca ter amado ninguém quanto ama Abby, logo, não sabe como agir num relacionamento. E o que me dá raiva na Abby é que ela tem uns momentos onde consegue raciocinar direito, enxergando o óbvio, mas parece esquecer com a mesma rapidez. Também me deixa angustiada como a Abby tem a mania de fugir sem dar aviso, achando que isso vai resolver alguma coisa. O relacionamento dos dois, aliás, parece ter a necessidade de ser movido por apostas... O que achei, admito, criativo e bonitinho, apesar de na vida real isso ser desnecessário.
   O Travis, então, é aquele personagem masculino clichê de histórias adolescentes... É o típico herói, que aparece pra salvar a mocinha quando ela mais precisa. É, também, um tanto obsessivo ciumento, apesar de ser bem romântico.
   Ah! Antes que eu me esqueça: achei algumas semelhanças com esse livro e Crepúsculo/50 tons de cinza. Veja bem: Em crepúsculo, Edward (que é frio e blábláblá) se apaixona por Bella e está sempre tentando protege-la. O mesmo ocorre em Belo Desastre.
  Quanto a semelhança com 50 tons de cinza: Abby é virgem, apesar de já ter estado num relacionamento de 4 anos (?!?!) antes de namorar o Travis, assim como acontece em 50 tons de cinza com a personagem principal que eu esqueci o nome. Também há a semelhança da super proteção e do fato do personagem masculino ser frio e insensível e acabar se apaixonando pela personagem principal; e isso acontece nos 3 livros (Belo Desastre, Crepúsculo e 50 tons de cinza).
   No livro, há muito a enrolação do “vai e volta”, o relacionamento de Abby e Travis é instável e eles estão sempre indo e voltando; essa enrolação me causou uma grande agonia. O livro, em si, lá pra metade, já tava me dando nos nervos. Muita enrolação, muita demora pra algo acontecer, e quando acontecia, era algo meio... Previsível.
   É, foi isso que eu achei de Belo Desastre: um livro clichê, previsível e com aquele romance pra adolescentes. Não é ruim, como já disse, a escrita é boa, tem umas tiradas bacanas, mas não é nada "woooooow!".
   Recomendo pra meninas adolescentes que gostam desse tipo de romancezinho. :)

2 comentários:

  1. Olá Clarissa Muller, boa tarde.
    Com certeza você não lembrará de mim, afinal, somos de gerações infinitamente diferentes, e nem por isso fomos impedidas de interagir na mesma vibe, concorda comigo? Sou na verdade, amiga de tua mãe, Clea Muller e confesso: Estou aqui emocionada e orgulhosa por ela. Imagino o que sente uma mãe feito a sua, ver que sua "princesinha" que cresceu e mais, DESABROCHOU" nessas páginas e em rede nacional. Parabéns!! As congratulações vão também para a fotógrafa, tua irmã, Clara Muller, que o mundo acaba de conhecer pelo talento expostos nas tuas imagens. Enfim, parabéns também pela coragem de desnudar-se da timidez e postar estas belas fotos. Não pense que "pulei" para elas, ao contrário, li seus textos e deslumbrei-me com tuas palavras, visto que, certas escritas, esperamos ler de pessoas maduras na idade cronológica. Aconteceu contigo, uma menininha meiga, no auge da juventude e já cheia de responsabilidades e preocupação. Bom início!! Desejo, minha flor, que tuas sementes germinem de uma tal maneira, que, nunca mais iremos ouvir falar que a FAUNA e a FLORA do nosso globo estará em risco, por conta desse tal "Aquecimento Global"....Acabas de plantar uma bela árvore!! Um xero....Zilda Teles

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Boa noite, Zilda. Obrigada por ter lido o blog e ainda ter deixado esse comentário tão amável. Acho que vou transbordar de felicidade, hahaha.
      Não lembro claramente de ti, não posso negar, mas graças a minha mãe e ao [maravilhoso] Facebook, estava sempre atualizada e vendo o seu nome em linhas de tempo e etc. Hahahah.
      Agradeço mesmo pelos elogios. Como eu já antes disse, incentivo nunca é demais - e eu o valorizo muito. Não me esquecerei. (Ainda mais dessa forma tão linda, toda metafórica, envolvendo árvores! Apaixonei hahaha)
      Agradeço também por minha irmã. É importante saber valorizar todas as artes, e você - de fato - o fez. <3
      Por favor, você está mais do que convidada a sempre voltar a deslumbrar de minhas palavras. =) E mais uma vez, obrigada!

      Excluir