Alô marujos! Nesse post, vou falar sobre a Maratona Literária 2.0 e minhas metas. (Vocês podem ler as explicações bem bonitinhas e se inscrever aqui. Vai ter uns concursos culturais e pá, vale a pena)
Fui chamada pra participar dessa tal Maratona Literária por uma amiga (uma super amiga, na verdade, mas enfim). De início, achei a ideia um pouco estranha, porque as metas são estabelecidas por você. Mas, depois, lendo o artigo e tudo o mais, acostumei-me com essa ideia e achei até mais cabível, já que nem todo mundo tem todo o tempo do mundo pra ler e tal. Então, o objetivo da maratona é ler mais do que você está acostumado, seja por número de páginas por dia ou o número de livros. E eu adoro essa iniciativa! É um incentivo a leitura e é o que eu venho tentando fazer, incentivar todos a lerem, tanto é que criei um, digamos, hábito de presentear as pessoas com livros.
Outra coisa que me agradou nessa maratona é que é um próprio incentivo a mim, é uma oportunidade pra eu buscar livros que estão guardados na estante, ou na lista de espera, e finalmente lê-los.
Tirando as poeiras dos livros, achei cinco que ainda não li, ou que comecei a ler e abandonei. São eles:
Rangers - Ordem dos arqueiros (238 páginas); Estrada de luz, a história de Brasileiro de Deus (369 páginas); O caçador de pipas (363 páginas); O conto em vinte e cinco baianos (267 páginas); e O coração dos Heróis (254 páginas).
Nossa. Eu acho que não vou conseguir hahah São muitos, mas...
Quando estou de férias, consigo ler livros de 400 páginas em 2 dias, em média. Por isso, vou me esforçar pra conseguir ler esses cinco livros em 7 dias. (E, se eu conseguir, vou acabar superando tudo o que eu penso de mim. Sério. hahah)
A maratona tem início no dia 13/01 e termina às 23h59 do dia 19/01. Estarei atualizando esse próprio post diariamente, dando updates, pro acompanhamento de como está indo minha leitura.
Update 13.01
Comecei lendo "Estrada de Luz - A história de Brasileiro de Deus". Fui presenteada com esse livro por uma amiga no natal e demorei de ler por um pouco de falta de interesse, admito. Avancei exatas 259 páginas hoje e pretendo terminá-lo amanhã, começando logo em seguida "O coração dos heróis".
Estrada de Luz foi escrito por Alexandre Albagli Oliveira, nascido em Ilhéus. Quando abri o livro, mergulhei no mundo e universo vivido por Brasileiro de Deus, o tal narrador da história, e soube até dos detalhes mais íntimos de sua vida, assim como todas as pessoas que lhe cercam. O livro tem uma linguagem que me lembra prosas do sertão e, na leitura desse livro, senti como se eu própria estivesse vivendo no nordeste propriamente dito, com todas as conversas e manhas que só esses nordestinos têm.
O livro, entretanto, apesar de ser muito bom e de ter personagens cômicos e certas cenas românticas que me agradaram, é muito repetitivo. Sim, repetitivo: a mesma informação dita num capítulo se repete várias vezes nos outros capítulos a seguir. Como os ditados da velha Miru, ou do fato da vida de Brasileiro de Deus ser um tecido de memórias, como dizia a própria velha Miru. Ou, outra frase bem repetida pela velha, "nada como o tempo". Pode até ser proposital, mas existem outras passagens que são repetitivas demais, o que me deixa agoniada (e o curioso: com as exatas palavras!).
"Eu, de fato, não acreditava no amor, mas também não me desacreditava. Não me causava afeição o tal sentimento meloso que fazia o peito palpitar. (...) Falava-se de amor nas músicas e nas trovas. Mas os corações não demonstravam isso."
"Meu desejo, àquela hora, era recordar alguma coisa que permanecesse em meu inconsciente. "O que é a vida senão uma eterna recordação?", pregava a velha. E a lembrança de uma vida, naquele instante, era a minha única aspiração. Afora isso, contar histórias."
"Apesar, como ponderado, da pouca idade, acredito que ali houve o nascedouro de uma adoração que cultivei pelas mulheres. Adoração sem fim que ultrapassara os contornos físicos para repousar na alma feminina. Coisa grande. Aprendi não apenas a olhar as moçoilas. Tinha de estudar. Qualquer moçoila merecia respeito e atenção, afora o estudo. Cada uma com jeitos e trejeitos próprios. Cada uma com uma lição de vida para dar. Elas são os encantos das nossas vidas, as encarregadas de abençoar este mundo de meu Deus."
"A educação e princípios ficaram a cargo de dona Miru. Afora isso, os tropeços ensinavam-me muito. "Uma queda, um ensinamento", dizia a velha Miru."
"Conhecimento é coisa importante, senão falta o bom senso. E mais: é coisa preciosa, nossa herança maior. Não pode ser roubada e nem se perde no tempo."
Update 16.01
"Meu desejo, àquela hora, era recordar alguma coisa que permanecesse em meu inconsciente. "O que é a vida senão uma eterna recordação?", pregava a velha. E a lembrança de uma vida, naquele instante, era a minha única aspiração. Afora isso, contar histórias."
"Apesar, como ponderado, da pouca idade, acredito que ali houve o nascedouro de uma adoração que cultivei pelas mulheres. Adoração sem fim que ultrapassara os contornos físicos para repousar na alma feminina. Coisa grande. Aprendi não apenas a olhar as moçoilas. Tinha de estudar. Qualquer moçoila merecia respeito e atenção, afora o estudo. Cada uma com jeitos e trejeitos próprios. Cada uma com uma lição de vida para dar. Elas são os encantos das nossas vidas, as encarregadas de abençoar este mundo de meu Deus."
"A educação e princípios ficaram a cargo de dona Miru. Afora isso, os tropeços ensinavam-me muito. "Uma queda, um ensinamento", dizia a velha Miru."
"Conhecimento é coisa importante, senão falta o bom senso. E mais: é coisa preciosa, nossa herança maior. Não pode ser roubada e nem se perde no tempo."
Update 14.01
Nesse segundo dia de maratona, ainda na madrugada, terminei a deliciosa leitura de "Estrada de Luz". Sem dúvida, esse livro me trouxe um bocado de conhecimento e reflexão (além de ter me introduzido à novas palavras da língua portuguesa, anteriormente a mim desconhecidas.)
Logo quando acordei, lá pras 9h e tantas da manhã, tratei de escolher o segundo livro para continuar a maratona. E a escolha foi "Rangers - Ordem dos arqueiros. Ruínas de Gorlan". Sim, eu diria que foi uma mudança bruta; de um livro bem no estilo nordeste, passei a um livro medieval e de fantasia. Aliás, um livro muito fácil de ser devorado, devo acrescentar. Com uma sequência bem feita de fatos, a história é um tanto cativante - pra quem gosta desse estilo de livros. Castelos, cavalos, lutas, enfim, uma história medieval, onde de um jeito ou de outro, acabamos nos envolvendo com os personagens. Esse, entretanto, não me deu a impressão de eu realmente estar na história, de estar naquele mundo, como o "Estrada de Luz" me fez sentir. É uma história agradável e divertida, com muita aventura. Faltam 20 páginas para eu terminar a leitura desse, e estou em dúvida em qual será o meu terceiro livro da semana.
Aliás, devo dizer aqui o quanto estou me divertindo em superar os meus limites e em quão surpresa estou com a minha capacidade de leitura. Claro, admiro bastante quando leio um livro cuidadosamente, devagar, saboreando cada palavra e frase e parando para refletir diversas vezes. Mas também é divertido ler desse modo, como numa competição e como numa "obrigação" - uma obrigação que me entrete, uma obrigação divertida.
Update 16.01
Não tive a oportunidade de atualizar isso aqui ontem - o dia foi agitado e eu quase não tive tempo pra ler. Eu estava desmotivada com o livro, admito. Tinha terminado Rangers e começado "O coração dos Heróis", cujo eu já havia tentado ler umas três vezes, mas sempre abandonava por desinteresse. O mesmo aconteceu ontem. Se fosse um livro que me prendesse a atenção, muito apesar do meu dia ter sido cheio de coisas, eu teria intercalado a leitura entre um momento e outro. Bom, não é um livro que me prendeu a atenção.
Na madrugada de hoje e ao acordar, as 9h, li as 250 páginas do livro. "O Coração dos Heróis" fala sobre a história da Ilíada numa escrita poética, criativa e original. Como gosto de história e mitologia, a história me agradou - conhecimento nunca é demais, e conhecer mais acerca de Aquiles, Príamo, Heitor e etc trouxe, de fato, grandeza ao meu ser. Mas esse livro deve ser lido com uma extrema paciência. Sim, paciência é o ideal - há muitos detalhes, como a percepção de pássaros e o vento passando nas folhas. Independente disso, gostei do livro.
A tarde, comecei a ler "O conto em vinte e cinco baianos". Esse livro é uma seleção (feita por Cyro de Mattos) de 25 contos escritos por 25 autores diferentes, tendo em comum o estado natal - Bahia. Gosto de ler coisas escritas por pessoas da região por quase sempre ser cativada pela escrita, esse jeitinho especial e delicado (um dom) de narrar os acontecimentos, descrevendo tudo de uma forma tão... Sutil. Além disso, praticar a leitura nacional sempre enriquece meu vocabulário.
O primeiro conto, de Adonias Filho, é espetacular - A moça dos pãezinhos de queijo. Recomendo muito. Devo ter lido uns 7 contos desses 25 e pretendo terminá-lo amanhã. Pois é, o prazo da maratona está se aproximando e eu ainda preciso terminar de ler os tais contos e, depois, "O caçador de pipas". =)
Update 19.01
Então, gente. Felizmente, consegui terminar de ler O conto em 25 baianos (ótimos contos!!) e comecei a ler O Caçador de Pipas, mas não terminei. Eu já tinha tentado ler O Caçador de Pipas outrora, só que eu fui afetada muito forte emocionalmente em certas cenas e eu disse a mim que não iria ficar me martirizando, sofrendo, sabe? Eu nunca tinha sofrido tanto com um livro. Dessa vez, foi por falta de tempo, mas estou empenhada para terminá-lo.
Realmente, não tive tempo pra ler - meu fim de semana foi agitadíssimo e eu cheguei muito cansada em casa. Ler cansada não dá, né? De qualquer modo, a maratona valeu a pena, já que eu li livros que eu não teria lido se não fosse pela maratona. Ainda essa semana, terminarei O Caçador de Pipas.
Pelos meus cálculos, então, em 7 dias eu li um total de... 1254 páginas! Aeee! Bati minhas metas o/ hahahah


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